Resenha #263 - A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard - Seguinte


Título: A Rainha Vermelha
Autor (a): Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
ISBN: 9788565765695
Ano: 2015
Páginas: 424

- Livro recebido em parceria com a editora


Sinopse: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.
Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?
Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.
"Muitos vibram em acordo. Precisei de toda a minha força para não pular em cima desses covardes que jamais estarão na frente de batalha ou enviarão seus filhos para o combate. A guerra prateada deles é paga com sangue vermelho."

A Rainha Vermelha é o primeiro livro da trilogia escrito pela novata Victoria Aveyard, após ter conquistado milhares de fãs pelo mundo, os leitores apaixonados pela série já podem começar a surtar, a Universal já comprou os direitos da adaptação para os cinemas, e o roteiro está a cargo de Gennifer Hutchison (Breaking Bad) e a produção ficará por conta de Benderspink (Efeito Borboleta) e Pouya Shahbazian (Divergente), uma coisa é certa a adaptação tem tudo para dar certo.

Existe coisa melhor que ter todas as expectativas atendidas? Desde seu lançamento aqui no Brasil A Rainha Vermelha chamou minha atenção, primeiro por se tratar de uma distopia, e depois é claro por todos os comentários positivos que li a respeito do livro. Mas, além disso, o livro possui elementos pelos quais sou apaixonada. Algumas características facilmente encontradas na literatura juvenil não passam despercebidas, e se para algumas pessoas esses clichês podem causar algum desmerecimento ao trabalho de Victoria, na minha visão além de não atrapalharem em nada o desenvolvimento da trama ainda a torna mais envolvente. 

A trama tem aventura, tem uma espécie de triangulo amoroso, ambição, traição e abuso de poder, segregação racional, desigualdade, além é claro de opressão. Um governo tirano que planta o medo através de exibições públicas de poder, condenando uma parte da população à miséria, e com isso acendendo a brasa de uma revolução. Nada muito diferente das distopias que vá vimos por aí, mas o diferencial de A Rainha Vermelha se dá através da escrita de Victoria, eletrizante, sensível, ágil, envolvente, que faz o leitor grudar no livro e não desgrudar até o final.

Mesmo com toda a previsibilidade da trama a autora conseguiu criar uma obra única capaz de conquistar fãs pelo mundo. Com seu universo novo, seus personagens envolventes, um romance de arrebatar os corações e fazer até os mais durões suspirarem e uma mitologia gostosa e fácil de assimilar, a receita deu muito certo, pelo menos pra mim ela realmente funcionou.

"Força e poder: as duas palavras que ensinaram a Cal desde a infância. Nada de bondade. Nada de gentileza. Nada de empatia, coragem, igualdade ou qualquer outra coisa que um governante deveria almejar." 

Mare Barrow vive em um mundo dividido. Quem nasce como ela com o sangue vermelho são pessoas condenadas a uma vida de privações, são pessoas simples que vivem sobre a opressão da elite que nasceu com o sangue prateado. Vermelhos e Prateados essa é a divisão do mundo conhecido por Mare. Mundo que está em guerra, uma guerra que não é dos Vermelhos apesar de serem eles que são enviados aos campos de batalha, é o povo Vermelho que morre nas trincheiras, é os filhos jovens de famílias humildes que aos dezoito anos são recrutados para se juntar ao Exercito, e só aqueles que possuem uma formação profissional, que são aprendizes e por tanto possuem um mestre Prateado, escapam desde destino. O aniversário de Mare está próximo e ela será recrutada, assim como seus três irmãos mais velhos foram, a lembrança deles ela carrega em sua orelha, um brinco para cada irmão que fora para guerra. 

Nossa heroína faz o que pode para ajudar sua família, ela não possui a habilidade de sua irmã mais nova para o bordado, então efetua pequenos furtos no mercado da cidade. Enquanto o dia de seu recrutamento não chega, Mare fará o possível para proteger Kilorn, seu vizinho órfão a quem ela ama como um irmão. Entretanto os planos de Mare não saem como ela planejou, e após um acontecimento fatídico e um encontro inesperado, sua vida muda radicalmente. Mare se vê dentro do palácio tendo que lutar por sua vida, sustentando uma mentira, tendo que esconder e renegar sua origem, agora ela é uma Prateada. 

Para os Prateados sua superioridade está no fato deles possuírem poderes que os Vermelhos não têm. Mas como explicar Mare uma Vermelha possuir um poder tão letal a ponto de fazer com que a Rainha confabule um plano para mentir para a sociedade que ela é na verdade é uma Prateada e, além disso, fazê-la se casar com o filho mais novo do Rei. Um jogo político que envolve ambição e traição, tudo em nome do poder. 

Não há como ficar indiferente lendo A Rainha Vermelha, a vontade de descobrir os mistérios que envolvem a trama permeia toda a leitura. Não tem como não ficar dividida com o suposto triângulo amoroso, uma vez que nossa heroína tem a atenção disputada pelos dois irmãos. A autora nos faz a todo o momento duvidar das verdadeiras intenções dos dois príncipes. Mas em nenhum momento duvidamos que a Rainha seja uma víbora. Eu confesso que em alguns momentos eu fique dividida entre Cal e o Maven, os dois príncipes, o primeiro é herdeiro do trono e filho da primeira Rainha já falecida. Ele é um soldado, tem seus valores, e acredita que fará um governo justo quando for sua hora, mas ainda assim tem um quê de rebeldia, é o motivo do sorriso largo do Rei, um irmão carinhoso e um rapaz gentil. Maven por sua vez se sente a sobra do irmão mais velho, talvez eu esteja sendo tendenciosa, mas ele nunca me inspirou confiança, mesmo em seus momentos mais fofos.

Eu amei, amei, amei, amei esse livro. Ele merece toda a atenção e todo o murmurinho que gerou. Tanto pelos personagens bem construídos; pela mocinha com um carácter forte e com um senso de justiça inato; todo o universo criado pela autora e pela mitologia que envolve os poderes os Prateados, que por sinal me fez lembrar muito os poderes dos X-Man, e eu adoro esse universo. Mais um livro que me ganhou esse ano, que me deixou louquinha pela continuação, e por falar nisso, o próximo livro sairá em Fevereiro/2016 lá no EUA, e a editora Seguinte tem planos de fazer a publicação simultânea aqui no Brasil. Oremos!!!

"É da nossa natureza", diria Julian. "Destruímos. É a constante da nossa espécie. Não importa a cor do sangue, os homens sempre cairão."




14 comentários:

  1. Não vejo a hora de ler a continuação, aquele final me deixou maluca! kkk
    Adorei a resenha!
    Beijinhos,
    Alice
    www.wonderbooksdaalice.com

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  2. A Rainha Vermelha é um livro que quero muito ler e para a minha sorte, o ganhei em um top comentarista! A trama me chamou atenção não só por ser uma distopia, mas também por possuir um certo diferencial, com a divisão a partir do sangue e os poderes que os personagens possuem.
    Admito que nem todo livro com uma linguagem mais juvenil me conquista e triângulos nunca me fizeram cair de amores, mas de forma surpreendente, não desanimei com a presença desses elementos em A Rainha Vermelha. Vi tantos elogios que não acho justo desanimar com a obra, que vai muito além de um romance com suas disputas pelo poder, as traições e ao que parece, a tensão que há nas páginas quando nem sempre sabemos em quem confiar.
    Mare parece ser uma protagonista muito forte e com um belo sendo de justiça, já simpatizei com ela pelas resenhas e acho que gostarei muito dela ao longo do livro.
    A mitologia criada também me deixa muito curiosa e quero muito conhece-la, amo mitologia e adoro ver atores brincando com elas ou até mesmo criando novas.
    A capa desse livro eu acho linda, parece captar muito bem a essência do livro e espero que o segundo volume consiga agradar os leitores tanto quanto este primeiro ou até mais.
    Tenho expectativas um pouco altas com a história de Victoria Aveyard e espero não me decepcionar, pois o livro tem muito potencial.
    Abraços

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  3. não imaginava, de jeito nenhum, toda essa história maravilhosa. fiquei chocada quando Mare descobre que tem poderes. sem contar que eu também gostei do diferencial: o poder na mão dos poderosos que pareceram não ser nada bonzinhos. eu queria que fossem, mas, enfim. eu gostei demais da história e eu já quero ler. ainda mais agora q descobri q tem continuação. sem contar que essa questão de fazer o personagem não confiar em ninguém, é uma boa tática de manter todos os leitores ligados na história até o fim. a curiosidade sempre fala mais alto, ahahaha
    espero gostar do livro tanto quanto gostei da sua resenha.

    Beijos

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  4. Oiii
    Acho que esse livrou ou a pessoa odeia ou ama. Pelo menos foi o que eu vi nas resenhas.
    Eu faço parte das pessoas que amaram.
    Estou aguardando ansiosa a adaptação cinematográfica!!!
    Quero também que saia o segundo volume!

    Beijos
    www.ooutroladodaraposa.com.br

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  5. Gostei da resenha e estou ansiosa para ler esse livro. Eu gosto de distopias e do modo como os mocinhos tem que lutar pra sobreviver. Eh entusiasmador ver a força deles.

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  6. Patty, uma coisa que fico feliz é que as semelhanças e os clichês distópicos presentes em A Rainha Vermelha não tenha atrapalhado o desenvolvimento do livro. Estou bem animado e ansioso para este livro, não posso negar. Quero muito me envolver e conhecer mais sobre a divisão de classes por sangue, vermelho e prateado.
    Consumidor de Sonhos | consumidordesonhos.blogspot.com.br

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  7. Oi Patty :) Quando A Rainha Vermelha lançou eu não me interessei muito, porque achei que seria algo meio de terror, sei lá, somente olhei a capa e me veio isto. Só que depois que li a sinopse e tudo comecei a gostar do livro e cogitei comprá-lo, até ler a primeira resenha sobre o livro... Eu não gosto de distopias e esse era o primeiro livro que tinha me interessado, mas ao saber que o livro tinha influência e que era parecido com outras distopias me fez abandonar o interesse pelo livro. Até hoje fico nesse enorme dúvida em ler ou não ler, mas acredito que vou acabar lendo, pois o livro me interessou muito!

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  8. Olá!
    Li A rainha vermelha e gostei do livro. Porém minhas expectativas não foram todas atendidas.
    Acho o livro bom e as semelhanças que há entre ele e outros livros do gênero não criam um elemento ruim para o livro.
    Acredito que a autora soube mistura várias características de outros livros em A rainha vermelha.
    Mas acho que esperava algo mais original. Na leitura do livro, o melhor personagem, na minha opinião, foi o Julian. Ele foi o personagem que mais gostei e eu acreditava no que ele dizia para a Mare, acho que por isso não fiquei tão surpreendida com o final que o livro deve.
    No entanto, prendendo ler os próximos livros para saber como a história terminará.

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  9. Sou loca pra ler esse livro desde que foi lançado nos eua mas ate agora não tive a oportunidade de lê-lo, os gêneros diatópicos geralmente são os meus preferidos e acho que esse livro vai entrar pra minha lista de preferidos também. Gostei da resenha e oremos pela publicação simultânea no Brasil, porque nada pior do que ler um livro bom e esperar a continuação kkk

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  10. Patty,apesar de não ter lido a obra ainda ,gosto muito de distopias e é legal saber que a Universal comprou os direitos da adaptação para o cinema.Também gosto de clichês e também concordo que eles ajudam a colocar que eles ajudam a colocar as histórias mais envolventes.Gostei de saber que tem romance de arrebatar corações. Quero muito acompanhar a trajetória de Mare ,que apesar de ter sangue vermelho possui poder.Um triângulo ,amei saber dois irmãos disputando o amor da protagonista .Cal e o Maven.Amo mocinhas de caráter forte .Ansiosa para conferir.Mil beijinhos!!!

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  11. Distopia é um gênero que eu curto muito, exatamente pelo tanto de assunto relevante que o enredo dos livros abordam, mesmo sendo ficção. Neste caso, a segregação social me parece ser bem evidente, o que é extremamente importante de se colocar em questão. Além disso, a história possui vários elementos que me deixam entusiasmada, como uma protagonista forte e de personalidade que luta pelo que acredita. Apesar do triângulo amoroso me deixar sempre com um pé atrás, acredito que neste enredo ele não seja o foco principal da trama, o que eu considero extremamente inteligente por parte da autora, que optou por inovar ao invés de nos dar mais do mesmo.

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  12. Hello!
    Logo que saiu o livro eu ja fiquei louca com a capa, toda prateada e com esse sangue em alto relevo, fiquei varios minutos observando a capa qdo comprei.
    E A Rainha Vermelha nao me decepcionou, eu pelo menos gostei mtoooo, como vc disse a expectativas foram atendidas, mas o final nao me enganou, ja estava suspeitando de algunas coisinhas, hehe.
    Tb estou louca pela continuação e acho que o filme vai ser mto bom, tipo nivel Jogos Vorazes!
    Beijos.

    ♥ Blog Livros e Sushi ♥
    https://livrosesushi.wordpress.com/

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  13. Depois de ler tantas resenhas elogiando o livro, estou louca para lê-lo. Adoro livros de distopia, que tenham temas políticos envolvidos, como nesse que tem a divisão de pessoas por vermelhos e prateados! Ainda tem um triângulo amoroso, o que também acho bem interessante.

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  14. Oi!
    Desde que vi a rainha vermelha tive uma paixão a primeira vista com o livro e depois de ler a resenha tive certeza que irei gostar esses livro tem todos os elementos que gosta principalmente por ser uma distopia com uma critica social e só demorei tanto pra ler pois estava esperando sair a continuação mas recentemente peguei pra ler e estou na expectativa para o próximo (só ano que vem) e adorei o final !!

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