Resenha #421 - O príncipe corvo - Elizabeth Hoyt - Record

Título: O príncipe corvo
Autor (a): Elizabeth Hoyt
Editora: Record
Ano: 2017| Páginas: 350

- Recebido em parceria com a editora.

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Sinopse: Ao descobrir que o conde de Swartingham visita um bordel para atender suas “necessidades masculinas”, Anna Wren decide satisfazer seus desejos femininos... com o conde como seu amante Chega uma hora na vida de uma dama...
Anna Wren está tendo um dia difícil. Depois de quase ser atropelada por um cavaleiro arrogante, ela volta para casa e descobre que as finanças da família, que não iam bem desde a morte do marido, estão em situação difícil.
Em que ela deve fazer o inimaginável...
O conde de Swartingham não sabe o que fazer depois que dois secretários vão embora na calada da noite. Edward de Raaf precisa de alguém que consiga lidar com seu mau humor e comportamento rude.
E encontrar um emprego.
Quando Anna começa a trabalhar para o conde, parece que ambos resolveram seus problemas. Então ela descobre que ele planeja visitar o mais famoso bordel em Londres para atender a suas necessidades “masculinas”. Ora! Anna fica furiosa — e decide satisfazer seus desejos femininos… com o conde como seu desavisado amante.
O Príncipe Corvo é o primeiro livro da trilogia Os Príncipes da Elizabeth Hoyt publicado aqui no Brasil pela Editora Record. A boa notícia é que os leitores não irão esperar muito para ler os demais livros da trilogia uma vez que O Príncipe Leopardo e O Príncipe Serpente serão publicados em agosto e setembro respectivamente.


Ela esfregou o rosto com a parte interna do braço, mas as lágrimas não paravam de brotar. Como se ela tivesse acreditado naquela bobagem sobre trabalho em Londres. Anna era uma mulher madura. Sabia onde o conde pretendia trabalhar. Naquele bordel nojento.
Anna é uma jovem viúva que mora com sua sogra, que na realidade está mais para uma segunda mãe. Com a morte precoce do marido Anna precisou tomar a frente das finanças da família, acontece que a situação financeira delas não é a das melhores. E isso levou Anna a cogitar em arrumar um emprego para ajudar com as despesas da casa. Filha do vigário e bem instruída ela acredita que será fácil arrumar uma ocupação, porém descobre que suas qualidades são inúteis para conseguir um emprego como governanta ou dama de companhia.

É assim que os caminhos de Anna e do conde de Swartingham, Edward de Raaf, se cruzam. Anna precisa de um emprego e Edward precisa de um secretário pessoal, que além de transcrever suas anotações terá que aguentar o seu temperamento explosivo. Edward é viúvo, rico e excêntrico. Conforme vamos conhecendo melhor o personagem percebemos que ele carrega marcas na alma e na carne e por conta disso sua personalidade é tão austera. O conde perdeu a família, vitimada de varíola, muito cedo e também foi acometido por essa doença, carrega as marcas da varíola pelo corpo, e em virtude disso acredita ser pouco atraente para o sexo oposto.

Anna então acaba se tornando a secretária de Edward, com o passar do tempo e a convivência, e entre as respostas rápidas e inteligentes da jovem e o temperamento excêntrico de Edward, a viúva que aparentemente não possui nenhum atributo físico acaba despertando o desejo do conde, e o sentimento é mútuo, a atração entre os dois é inegável, porém há barreiras que os separam. Edward precisa casar e ter um herdeiro e Anna não é uma opção, afinal não engravidara enquanto esteve casada, fora isso, ela é somente uma mulher simples, com opiniões fortes e ele um conde.

Anna sempre agiu de acordo com o que a sociedade esperava dela, porém começa a questionar o que realmente isso significa. Se agir com o decoro que a sociedade exige significar perder a oportunidade de estar com Edward e viver essa paixão, ela vai jogar para o ar o decoro. E quando ela descobre que Edward irá a um bordel para satisfazer suas necessidades, ela não pensa duas vezes e decidi ir ao mesmo bordel para satisfazer suas necessidades com ele, é claro que Edward não faz nem ideia disso, mas será que Anna conseguirá sair ilesa desse encontro? Será que Edward irá escolher um casamento arranjado para "fabricar" um herdeiro ao invés de se render aos encantos de Anna?

O livro é narrado em terceira pessoa alternando os pontos de vista, o que torna a experiência mais ampla para o leitor. Conseguimos entender as perspectivas dos dois personagens. O Príncipe Corvo é meu debut com a autora Elizabeth Hoyt, sua narrativa é mais descritiva o que torna a leitura lenta, mas não menos prazerosa. Sua narrativa é envolvente e prende o leitor até o final do livro, não tem como não querer saber aonde vai levar as atitudes dos personagens, que são muito bem construídos. A autora conseguiu escrever um romance altamente sensual, com cenas bem picantes, sem em nenhum momento ser vulgar.

Anna é uma mulher que carrega amarguras, que teve que superar a frustração de não conseguir ser mãe em uma época que a culpa por não engravidar caia somente sobre a mulher, ela acredita que o fracasso de seu casamento se deu por conta disso, e esconde dentro de si a vergonha e a humilhação. Mas Anna é uma mulher forte e decidida, ela não abaixa a cabeça para qualquer pessoa, e questiona sempre a diferença dos papeis de homens e mulheres na sociedade.

Eu gostei bastante dessa leitura, torci muito pelo casal, me emocionei e me diverti muito acompanhando essa história, que em alguns momentos me lembrou de Codinome Lady V, outro livro de romance de época que eu amei. Não posso encerrar essa resenha sem falar nas capas escolhidas para essa série, uma quebra total de paradigma. Estamos tão acostumados com um estilo de capa, que a Trilogia dos Príncipes com suas capas diferentes e lindas de viver trouxeram um ar novo para esse nicho da literatura. Se você como eu é apaixonado por romances de época O Príncipe Corvo é leitura mais que obrigatória.
(…) É tão mais fácil simplesmente fazer o que as pessoas esperam de você, Anna.
— Pode ser mais fácil, mas não é necessariamente a coisa certa a fazer, mãe.



13 comentários:

  1. Oi Patty, eu sou apaixonada por romances de época e amei essa história que tem a protagonista feminina como destaque, amei ver as cenas dela, forte, decidida, resolvida e o romance com Edward foi mais maduro e lindo de acompanhar. As capas estão mesmo lindas e acho que se fossem capa dura estariam ainda mais lindas, mas isso dá pra relevar rsrs ;) Vale super a pena essa leitura e curti muito a resenha :D

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  2. Só pelo quote citado por você já me encantei por está estória, em uma época em que a mulher era a culpada de tudo entre os relacionamentos, não ter voz, ter de seguir regras e padrões pré estabelecidos, vem está mocinha incrível e começa questionar, e algo que já me cativou. Talvez este não seja um momento que eu deveria ler está obra, por ser um pouco lenta, mas futuramente pretendo sim dar uma chance a está leitura, espero não me decepcionar.

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  3. Não li nada da autora, apesar de não saber se essa trilogia é a estréia dela no Brasil ou não. Eu adoro romances de época e estou bem curiosa sobre esse, ainda mais por querer entender melhor os personagens e ver como eles se arranjam como casal. Acho que gostarei muito de Anna, ela parece uma boa protagonista e apesar de suas amarguras, ela é forte e espero que seja muito feliz no romance.
    As capas da trilogia são mesmo diferentes e me encantei por elas, adoraria outras séries com capas do tipo.
    Abraços

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  4. Olá, adoro romances de época nos quais as protagonistas são de esquerda e não agem conforme o padrão estabelecido, fato que já acende a chama para o empoderamento feminino. Beijos.

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  5. Olá!
    Já quero muito esse livro ♥
    Só comentários positivos sobre ele, e acho que vou adorar os personagens :)
    Adorei sua resenha, beijos!

    Books & Impressions

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  6. Que capa maravilhosa, socorro!!!
    AMO livros de romance histórico e na maioria das vezes eles nem tem uma história TÃO boa assim e continuo amando kkkkk fiquei em dúvida acerca da idade dos dois? já que ambos foram casados e tal. São velhos? kkkkkk chama ela de jovem mas seilá.
    Enfim, parece gostoso de ler, vou adcionar no skoob.
    SObre o comentário acima do amigo que diz gostar de romances históricos em que a personagem é de esquerda(????): Que mania de enfiar partidarismo em tudo, credo!
    bjs

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  7. Estou super ansiosa pra iniciar mais uma série de romances de época. Quando leio duques, condes e tudo mais, o coração chega pula de alegria :) É meu gênero favorito e sempre busco saber mais das novidades.
    Gosto quando os personagens se sentem inferiores por determinados motivos, como esse que se sente feio em decorrência da varíola, no final o amor mostra que isso é irrelevante quando o coração decide se apaixonar. É lindo ler ago assim :)
    Fiquei beeem curiosa agora; ótima resenha ! Beijos

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  8. Não sou muito fã desse tipo de livro, mas preciso reconhecer que essa capa é maravilhosa!

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  9. A Capa é linda e foi o que mais me chamou atenção, mas vou deixar a dica passar, pois não gostei do enredo e também não sou muito fã de romance de época. Mas aparenta ser uma incrível historia pra quem gosta deste gênero.
    Beijos.

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  10. Este foi um livro que me chamou a atenção desdes o seu lançamento! Mesmo sendo uma série ( e estou fugindo delas atualmente), creio que sua proposta de personagens " normais" e ser um romance de época, são os fatores que mais me interessam. Só linha resenha positiva sobre ele. Acho linda essa capa♥ Esta no topo na lista de desejados.

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  11. Não costumo gostar de romance de época, mas confesso que a historia até parece ser interessante, porém não sei se daria uma chance para esta série.

    Todavia, as capas são lindíssimas rsrs.

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  12. Oi! Apesar de não gostar de romances de época, tenho que admitir que amo as protagonistas que geralmente são fortes e decididas. A capa ta maravilhosa. Da vontade de comprar só para ter na estante hahah Beijoss

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  13. Olá!
    Gostei do livro, no momento fiquei receosa pela trama, porque achei o livro totalmente diferente mas ao ler a resenha percebi que a trama e super interessante, tem um pequeno romance entre os personagens. Espero ter a oportunidade de ler e conhecer mas a historia.

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